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O Caos de Dezembro, a Mudança na Lei e o Meu Cérebro a Mil: Por Que Eu Gosto da Pressão

11/12/2025 às 15:49 // TDAH e Carreira, Vida com TDAH.

Para a grande maioria das pessoas, dezembro é o mês do cansaço acumulado. É o momento em que o mundo corporativo parece entrar em colapso antes das férias coletivas.

Para mim, é o momento em que o jogo fica interessante.

Minha formação base é a Contabilidade. Sou contador e sócio em dois escritórios (um de contabilidade e outro de assessoria administrativa). Há mais de 15 anos, atuo com estruturação de Holdings e, na minha vida acadêmica, sempre pesquisei a fundo política de tributação e dividendos.

Quem é da área sabe: o cenário fiscal brasileiro não é para amadores. Com a iminente mudança na Lei dos Dividendos prevista para o ano que vem, o telefone não para. Os clientes querem (e precisam) de soluções rápidas e seguras para blindar seu patrimônio e garantir eficiência tributária antes que o ano vire.

O resultado? Uma correria enorme.

Minha agenda nas últimas semanas tem sido uma maratona de reuniões virtuais e deslocamentos presenciais entre cidades distintas. Não existe "dia típico". Não existe rotina.

E é exatamente aqui que eu funciono melhor.

Muitos acham que o TDAH é sinônimo de incapacidade de lidar com responsabilidades. No meu caso, é o oposto. A monotonia me destrói; a urgência me acorda. Eu não estou sofrendo com essa demanda insana de dezembro. Pelo contrário, me sinto muito bem, energizado pela necessidade de resolver problemas complexos em tempo recorde.

Mas não se engane: não existe mágica, existe método.

Para dar conta dessa intensidade sem deixar a peteca cair, o esforço mental é gigantesco. O "preço" que pago por essa alta performance é a vigilância constante sobre a minha memória.

Como não tenho uma rotina fixa para me apoiar, eu não posso confiar na minha cabeça para lembrar de tudo. Minha estratégia é a externalização total da memória:

  • Cada compromisso é anotado imediatamente.

  • Cada detalhe da nova legislação é revisado.

  • Cada orientação para o cliente é registrada.

O esforço para lembrar e organizar é enorme, sim. Exige disciplina estoica. Mas não há espaço para vitimismo aqui. O mercado não quer saber se o meu cérebro funciona diferente; o mercado quer a solução tributária correta, no prazo certo.

Se você me visse hoje, correndo de uma cidade para outra, com o notebook aberto e o celular tocando, talvez visse caos. Eu vejo apenas o meu ambiente natural de trabalho.

Dezembro exige muito, mas entrega a satisfação de fechar o ano sabendo que, enquanto a maioria desacelera, nós estamos garantindo o futuro financeiro dos nossos clientes.

Que venha 2026 e as novas regras. Estamos prontos.

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